Conferência de Paz da ONU – MINIONU 15 ANOS

O conflito árabe-israelense


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Agenda CPONU

1) As colônias habitacionais na Cisjordânia

1.1 O fim da criação de novas colônias judaicas na Cisjordânia
1.2 O realocamento das colônias já existentes em território judaico
(vide resolução 181)

2) Os refugiados de guerra e ajuda humanitária
2.1 O retorno dos refugiados para suas terras natais, e a garantia
dos direitos à esses.
2.2 Condições de vida e direitos dos refugiados em campos para
refugiados, e no estrangeiro.
2.3 A entrada e saída de ajuda humanitária na Cisjordânia e a
garantia da segurança dos envidados à região.

3) O muro da Cisjordânia
3.1 A legitimação do muro da Cisjordânia: violação ou não dos
direitos humanos e internacionais.


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Últimos dias para o MINIONU!!

Olá, Senhores e Senhoras Delegados(as)!muropalestinabbc71

O MINONU está há poucas semanas de se realizar, e a equipe CPONU está muito entusiasmada para fomentar e, factualmente, organizar as discussões de nosso Comitê. Estamos felizes pelo grande interesse de muitos Delegados ao nos procurar para obter maiores informações acerca do andamento de nosso comitê, bem como pela grande audiência que nosso blog conquistou em todo esse período que precede a realização denosso projeto. O MINIONU será realizado agora em Outubro, porém nossa equipe e vocês Delegados já estão trabalhando nesse plano há muito mais tempo, assim, a equipe CPONU encoraja que nesses últimos dias os Senhores Delegados(as) façam suas ultimas revisões sobre o assunto, bem como estejam cientes das principais Regras do Comitê – presente no Guia de Regras – para que possamos ter uma melhor síntese desse projeto que nos empenhamos tanto em realizar.

Para tanto, iremos postar um pequeno artigo de opinião de Lucas Danneskjöld, graduado em um curso técnico, aluno de bacharelado em Ciências Cognitva na Universidade Umeå, na Suécia, e membro-fundador do Instituto Ludwig von Mises da Suécia. Nesse, ele discute possíveis soluções, suas implicações e desvantagens bem como os benefícios de serem aplicadas na região Israel-Palestina. Aborda também a questão intrínseca ao conflito: a disputa religiosa bem como partidário-política.

No link seguinte, uma reportagem do jornal eletrônico G1 que explica pontualmente os fatos históricos que marcam o conflito. O caráter desse ultimo é, sobretudo, informacional, ou seja, não há muita discussão sobre o assunto na matéria publicada, não obstante, acreditamos que a interatividade que o quadro final presente no site é de sumária importância para que os senhores possam se situar historicamente nas raízes e decorrências do conflito.

Tenham um bom estudo, e revisão!

Esperamos por vocês!

Equipe CPONU.

Segue os Links:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=217

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/entenda-os-conflitos-entre-israel-e-palestina.html


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As resoluções

Desde que a Palestina foi dividida pelas Nações Unidas em dois Estados em 1947, um judeu e o outro palestino, a ONU adotou as seguintes resoluções sobre este conflito.

29 de novembro 1947- Resolução 181 (Assembleia Geral).- Aceita, apesar da oposição da Liga Árabe e dos palestinos, a criação de dois Estados, um judeu e um árabe, no antigo protetorado britânico da Palestina, com Jerusalém sob mandato internacional.

11 de dezembro 1948.- Resolução 194 (Assembleia Geral).- Estabelece que os refugiados têm direito a retornar a suas casas, agora em território de Israel, ou a receber uma indenização caso não desejarem voltar.

11 de maio 1949.- Resolução 273 (Assembleia Geral).- Israel é admitido como membro da ONU.

9 de dezembro 1949- Resolução 303.- “Jerusalém será administrada pelas Nações Unidas sob um regime internacional”.

22 de novembro 1967.- Resolução 242 (Conselho de Segurança). Pede a retirada de Israel dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias e “o reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de todos os Estados da região e seu direito a viver em paz”.

19 de dezembro 1968.- Resolução 2443 (Assembleia Geral). Exige que Israel “desista de destruir casas de civis” nas áreas ocupadas e expressa sua preocupação “pela violação dos direitos humanos”.

22 de outubro 1973.- Resolução 338 (Conselho de Segurança) .- Pede o cessar-fogo aos participantes da Guerra do Yom Kippur (quando Síria e Egito atacaram Israel) e o cumprimento da Resolução 242 do Conselho de Segurança.

10 de novembro 1975.- Resolução 3379 (Assembleia Geral).- “O sionismo é uma forma de racismo e de discriminação racial”. Foi cancelada em 17 de dezembro de 1991.

22 de março 1979.- Resolução 446 (Conselho de Segurança).- A política israelense de promover “assentamentos nos territórios palestinos e árabes ocupados não tem validade legal e constitui um sério obstáculo” para a paz no Oriente Médio.

5 de junho 1980.- Resolução 471 (Conselho de Segurança).- Condena o atentado contra os prefeitos de Nablus, Ramala e Al-Bireh e solicita a imediata prisão dos assassinos.

7 de janeiro 1992.- Resolução 726 (Conselho de Segurança).- Condena a deportação de 12 palestinos por Israel.

18 de dezembro 1992.- Resolução 799 (Conselho de Segurança).- Condena a deportação de centenas de civis palestinos e exige seu “imediato retorno”.

19 de março 1994.- Resolução 904 (Conselho de Segurança).- Condena o massacre de 29 palestinos na mesquita de Hebron e exige presença internacional na Cisjordânia e em Gaza para proteger os palestinos.

13 de março 1997.- Resolução 51/223 (Assembleia Geral). Aconselha Israel a não construir assentamentos nos territórios ocupados, especialmente em Jerusalém.

9 de fevereiro 1999.- Resolução 10/6 (Assembleia Geral).- Condena o descumprimento das resoluções da ONU por Israel e pede a interrupção dos assentamentos.

12 de março 2002 .- Resolução 1397 (Conselho de Segurança).- Apoia “o conceito de uma região em que dois Estados, Israel e Palestina, vivam um ao lado do outro dentro de fronteiras seguras e reconhecidas” e exige o fim da violência.

30 de março 2002.- Resolução 1402 (Conselho de Segurança).- Pede a Israel a retirada das cidades palestinas, incluindo Ramala, onde os escritórios de Arafat estão sendo bombardeados.

24 de setembro 2002.- Resolução 1435 (Conselho de Segurança). Exige que Israel acabe com o cerco a Arafat e que se retire às posições anteriores à Segunda Intifada (28 setembro 2000).

3 de dezembro 2002.- A Assembleia Geral aprova seis resoluções: três referentes a organismos criados pela ONU para amenizar a situação dos palestinos, uma sobre Jerusalém, outra sobre as Colinas de Golã e uma última sobre a solução pacífica do conflito.

15 de abril 2003.- A Comissão dos Direitos Humanos da ONU condena Israel por violar os direitos humanos nos territórios ocupados e pela “restrição dos movimentos” de Arafat.
19 de setembro 2003.- Resolução 10/12 (Assembleia Geral). Exige o fim da violência e que Israel não deporte ou ameace a integridade de Arafat.

21 de outubro 2003.- Resolução 10/13 (Assembleia Geral). Pede a Israel a eliminação do muro que constrói em território palestino.

19 de maio 2004.- Resolução 1544 (Conselho de Segurança).- Condena Israel pelos massacres dos últimos dias em Gaza.

21 de julho 2004 .- Resolução 10/15 (Assembleia Geral).- Exige que Israel cumpra a sentença que declara o muro ilegal.

9 de janeiro 2009.- Resolução 1860 (Conselho de Segurança).- Pede a Israel e ao Hamas o cessar-fogo em Gaza, a retirada israelense e a entrada sem impedimentos de ajuda humanitária no território palestino.

16 de outubro 2009.- O Conselho de Direitos Humanos condena Israel e o Hamas por crimes de guerra durante a ofensiva de dezembro de 2008 e janeiro de 2009 em Gaza.

26 de fevereiro 2010.- A Assembleia Geral pede a Israel e aos palestinos que investiguem possíveis crimes de guerra em Gaza, denunciados em 2009 pelo relatório Goldstone.

24 de março 2010.- O Conselho de Direitos Humanos condena os assentamentos israelenses, defende a autodeterminação palestina e denuncia Israel por violação de direitos humanos nos territórios ocupados e nas Colinas de Golã.

2 de junho 2010.- O Conselho de Direitos Humanos condena Israel pelo ataque contra uma pequena frota humanitária que se dirigia a Gaza.

Todas as resoluções podem ser encontradas no link < http://www.un.org/en/sc/documents/resolutions/index.shtml > em seu texto original oferecidas pelo Conselho de Segurança da ONU, e em inglês. 

 


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UNRWA

Olá, Senhores e Senhoras delegados!

Faltam menos de um mês para o que o nosso comitê tome frente das discussões sobre as questões discutidas e fomentadas aqui por nosso Blog! Delicadas em todos os sentidos, tão quanto enraizadas em preceitos tradicionais de cada sociedade as discussões que os senhores irão construir terão de valer-se de dados empíricos da realidade daqueles povos, bem como do contexto histórico que as decisões politicas assim como a religiosidade e emigração/imigração de pessoas se deram geopoliticamente. Não se desencorajem ao verem outras discussões sobre o tema, tão quanto medidas já tomadas pela ONU que por vezes não atingiram o cessar conflito, não obstante, importantes ainda para a sobrevivência da população local independente de sua etnia.

Embora este seja um post que exigira uma carga de leitura um pouco mais pesada aos senhores delegados, a equipe CPONU acredita que será de fundamental importância a leitura desse artigo do 4º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Relações Internacionais, pois nele há uma vasta discussão sobre o assunto, sobretudo, os dados empíricos que assertivamente irão dar à vocês uma dimensão mais contornada do conflito. Deixamos também o site da UNRWA para que possam navegar de maneira mais interativa com o fim de pesquisar as medidas já tomadas pela ONU para tentar “resolver” em alguma medida o conflito.

Venham confiantes ao debate, prontos para uma questão delicada internacionalmente, sobretudo, fundamental para a vida dos habitantes e refugiados daquela localidade. Sintam-se mais do que diplomatas e representantes de governos, e sim aqueles seres humanos que, assim como os habitantes e refugiados em meio ao conflito, prezam por poupar vidas e uma melhor qualidade social na região. Em suma, tragam mais do que a retórica ao comitê, porém sim em primazia a humanidade e igualdade em seus discursos e decisões.

http://unrwa.org.br/
http://www.academia.edu/7832054/A_Agencia_das_Nacoes_Unidas_para_os_Refugiados_Palestinos_UNRWA_na_Cisjordania_e_Faixa_de_Gaza_Uma_Necessidade_Socioeconomica_e_Juridica


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CPONU

Bem vindos senhores (as) delegados (as),

É com imenso prazer que apresento a vocês a Conferência de Paz da ONU. Dentro desse comitê iremos debater sobre um dos conflitos mais conhecidos e preocupantes na história mundial, o conflito árabe-israelense. No contexto do conflito iremos e todas suas causas e interesse que o fomenta, vamos ater nosso debate sobre as colônias habitacionais na Cisjordânia, e também as questões relacionadas aos refugiados do conflito.

A Conferência de Paz da ONU não consiste em um órgão permanente das Nações Unidas, e sim uma reunião inédita, entre os representantes mundiais convidados, que tem algum interesse ou opinião acerca do assunto pautando, convocada pela Organização para discutir a respeito de um assunto previamente determinado. As resoluções aprovadas na reunião terão caráter recomendatório e serão encaminhadas para discussão em outro órgão da ONU, o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU). A resolução só teria caráter obrigatório se aprovada, posteriormente, por este.

Fiquem atentos as postagens do blog que conterão diversas informações sobre o conflito, seus antecedentes e noticias importantes para a desenvoltura do comitê. Assim como a apresentação da nossa adorada equipe.

Nos vemos por aqui,

Equipe CPONU.